A análise cultural de Freud desenvolve-se no entrelaçamento e no conflito entre as ligas da civilização e as forças instintuais, o que me faz reluzir o sufocante figurino do sujeito contemporâneo, alinhavado por autorregulação e marcas de rompimentos. Sem fibra suficiente para manter a sedutora fulguração na polis mediática dá-se entre as vestes e este sujeito um puxa e estica indiferienciado, cuja pressão não raro faz eclodir um tilt que poderá adorná-lo com a sedativa máscara da indiferença ou enfileirá-lo na malta da rebeldia pró-sistema, aquela incessante onda que o capitalismo cultural engendra, vista pos tartufos como destruição criativa.
Arte e Psique: um poder sem majestade. Luiz Palma. p.6. Editora Escuta. São Paulo, 2019

