
Vernissage no dia 23 de outubro, quinta-feira das 19h às 22h com uma jazz session.
Ao me dedicar à criação de um conjunto de obras baseadas no poema de Drummond “A Máquina do mundo” de 1951, a partir de meados de 2012 no Astrolábio Ateliê (rua Maria Leonete da Silva Nóbrega, 126, Vila Ida – Alto de Pinheiros/SP), segui por 2 anos as instigantes imagens em mim suscitadas pelo poema e a reimaginar formas e cores e traços e assim com pincéis frementes, cheguei ao palimpsesto final. Foi uma intensa imersão. Durante o período de criação eu apresentava o poema nos saraus poéticos do Astrolábio e inseria nas paredes versos em todos os ambientes da galeria.
A Máquina do Mundo, Luiz Palma, 2014. Óleo s/tela, 1,25 X 1,40

Os mundos drummondianos
De certo modo, a palavra “mundo” é o índice (…) com que Carlos Drummond de Andrade nomeou a inclinação existencial e metafísica de sua poesia (…). É essa pulsão reflexiva que está registrada n’”A máquina do mundo” quando se fala ali, na “inspeção/ contínua e dolorosa do deserto” , levada a efeito, com exaustiva obsessão ontológica, “pela mente exausta de mentar/ toda uma realidade que transcende/ a própria imagem sua debuxada/ no rosto do mistério, nos abismos”. In: “Maquinação do Mundo”, José Miguel Wisnik, página 175.
Seguem imagens das telas da exposição plástico/poético/musical na Galeria Lacerdine.








